Aumento mamário: equilíbrio, beleza e sensualidade

Aumento mamário: equilíbrio, beleza e sensualidade

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O aumento mamário é a cirurgia mais procurada em Portugal há vários anos. E sendo a mama, desde sempre, símbolo de beleza e feminilidade, não é de estranhar esta procura pela mamoplastia. Mas desengane-se quem pensa que o que as portuguesas querem é parecer a Pamela Anderson – “não, obrigada”, dizem elas. O que procuram, na verdade, é melhorar a sua imagem de forma harmoniosa, para que se sintam melhor com o seu corpo, longe do “modelo americano” conhecido pelo grande volume. E é assim que deve ser, até por questões de saúde.

São vários os motivos que levam uma mulher a fazer uma mamoplastia de aumento. Além das que querem ter um decote mais pronunciado, para que se sintam mais sensuais, e que, por isso, procuram apenas um aumento de volume, muitas há que procuram a mamoplastia para melhorar a forma e aparência da mama, ou porque apresentam tamanhos diferentes, ou porque perderam volume com a diminuição de peso ou com a maternidade, mas também após casos de cancro, em que tiveram de retirar parte ou a totalidade da mama. Mas seja qual for a motivação para uma mamoplastia, o propósito deve ser sempre o mesmo: ter um aspeto natural e manter o equilíbrio do corpo, com proporções que respeitem a sua estrutura física.

A par do tamanho, há ainda outros aspetos a ter em conta. Queremos uma mama mais arredondada ou em formato de gota, mais ou menos projetada? Tudo isto é possível gerir, escolhendo a prótese mais adequada para cada caso. Hoje, é também possível ter uma ideia muito próxima do resultado final antes mesmo de avançar com a mamoplastia. Com o avançar da tecnologia, virtualmente e recorrendo a uma imagem da paciente, conseguimos testar vários modelos e tamanhos de prótese para que possa perceber o que fica melhor com o seu físico. Esta simulação pode ser feita em consulta, garantindo que o resultado vai totalmente ao encontro das expectativas.

Existem próteses anatómicas (formato gota) e outras mais arredondadas e nenhuma é melhor do que outra: têm, sim, indicações diferentes, de acordo com o formato original da mama e as ambições. A experiência do cirurgião com os diferentes tipos de implantes também é um fator a ter em conta. Ao contrário do que dizem alguns mitos, não temos de trocar de próteses de 10 em 10 anos, é uma ideia relacionada com gerações de próteses mais antigas. As próteses de hoje são virtualmente vitalícias, não ocorrendo nenhuma complicação, podem durar a vida toda.

E falando de mitos associados à mamoplastia, nunca é demais lembrar que não, não é expectável que a mulher perca a sensibilidade no mamilo se colocar uma prótese. A cirurgia é feita através de um corte na axila, na zona inframamária ou junto à aureola do mamilo, para colocar o implante junto ao musculo peitoral, por cima ou por baixo, mas sem grande risco de perda de sensibilidade. Esse tipo de alteração será mais frequente em casos de mastopexia em que é realizada uma incisão em toda a periferia da aréola e o mamilo mobilizado para uma posição superior. Também não é verdade que a mulher não possa amamentar depois de uma mamoplastia ou que o implante aumente a probabilidade de ter cancro da mama. Em situações normais, em que a mulher está saudável e a cirurgia corre bem, a vida segue com toda a normalidade.

Este é, de resto, um procedimento fácil e com muito poucas complicações, se realizado nas circunstâncias recomendáveis. A cirurgia demora cerca de 90 minutos e pode ser realizada em ambulatório, com a paciente a ir para casa no próprio dia. Logo após a intervenção é normal alguma dor (controlável com medicação), inchaço e diminuição da sensibilidade, mas com o passar do tempo tudo vai passando e o regresso ao trabalho pode dar-se em poucos dias. Passado um mês após a mamoplastia, é expectável uma recuperação completa e que a cicatriz comece a esbater.

Mas apesar de parecer tudo muito fácil, é importante, neste como em todos os procedimentos, informar-se. Saber os prós e os contras. Perceber que nem sempre o que pensamos querer é o melhor para nós – por exemplo, uma mama demasiado grande pode trazer complicações a longo prazo – e, sobretudo, ter em mente que cada corpo é singular e merece uma solução à sua medida.

 

 

Artigo original na Lux, aqui.

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