Consultas online: desenrasque ou tendência?

Consultas online: desenrasque ou tendência?

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Infelizmente, vivemos um período histórico, com consequências ainda imprevisíveis. A única certeza que temos é que este não vai ser um período curto e, como tal, temos de nos adaptar. Seja nas rotinas familiares, na forma como adquirimos bens, nos modelos de trabalho ou na gestão do tempo – a mudança é inevitável. A pandemia pela COVID-19 obriga ao isolamento social e à gestão de recursos físicos e humanos de forma a privilegiar a ação no tratamento de doentes infetados e na prevenção de novos casos. Além disso, no que diz respeito ao sector da Saúde (pois há outros serviços essenciais que também têm de ser mantidos) há mais doenças e há doentes a precisar de acompanhamento, e a resposta a estes também tem de ser mantida. Na medicina, muitos serviços estão a reorganizar-se e a disponibilizar consultas online, tanto a nível de hospitais privados como de outras clínicas ou médicos em regime particular.

A medicina não obedece a modelos matemáticos, os diagnósticos não são todos iguais e os tratamentos dependem de doente para doente. Facilmente se percebe que, na cirurgia, e em quase todas as áreas, é preferível a consulta em gabinete, mas a primeira abordagem pode facilmente ser online, para pôr “as cartas em cima da mesa”: perceber as preocupações, fazer uma avaliação inicial da indicação e motivação para o procedimento, gestão de expectativas e explicar o percurso do tratamento a nível de pré, intra e pós-operatório. Existem, inclusive, algumas cirurgias (em Cirurgia Plástica) para as quais é possível fazer simulação de resultados através de fotografia. É um tipo de serviço que funciona muito bem no modelo de consultas online e que já era utilizado antes da pandemia. As consultas online já eram uma solução para um primeiro contacto com pacientes residentes no estrangeiro ou para esclarecer dúvidas no período pós-operatório que não justificassem uma deslocação à clínica ou hospital.

Quando falou da evolução das espécies, Darwin disse que não seria a espécie mais forte nem a mais inteligente a sobreviver, mas sim a que tivesse melhor capacidade de adaptação. Nesta fase de pandemia, a vida e a economia não podem parar e tivemos de nos adaptar. E se em alguns países já existia a prática do teletrabalho, hoje é essa a principal forma de trabalho em todos os países industrializados. Também na Saúde se verificou esta tendência.

Os avanços da tecnologia vão mudar cada vez mais a forma como se realizam as consultas. A internet e a disponibilidade de informação foram o começo. Hoje em dia, temos ao nosso dispor essas ferramentas de software que nos permitem fazer simulações muito realistas de resultados, não só em fotografia mas também em sistemas de realidade virtual em que a paciente se vê filmada, em tempo real, mas com as formas do corpo alteradas, seja a mama, o nariz ou a barriga. Algumas destas modalidades, como por exemplo o recurso a fotografias, permitem ao clínico realizar uma simulação de resultado no momento da consulta online. Enquanto conversa com o médico, a paciente tem acesso à sua simulação e podem discutir esse resultado, gerindo expectativas. Desta forma, a paciente, mesmo antes de uma consulta presencial (que será sempre indispensável), já tem ferramentas para perceber tanto o processo pré-operatório como a exigência do seu recobro pós-operatório.

Este período de quarentena mudou a forma como trabalhamos, mas também está a servir para pararmos, sairmos de um ritmo de trabalho demasiado acelerado, vivermos mais a família que temos em casa e olharmos para nós. Olharmos para nós e pensarmos na forma como queremos viver daqui para a frente. Tudo deixou de ser garantido, até a liberdade para sair à rua e respirar deixou de ser garantida. Vamos viver mais connosco, admirar-nos e conhecermo-nos a nós próprios. Vamos aproveitar a adversidade e utilizá-la para nos escutarmos, decidir o que queremos e planear mudanças que nos façam bem: seja no trabalho, na alimentação ou no nosso corpo.

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